quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Não Quero...

Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que
viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante para mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado.

Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza
de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...

Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele.

E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo...
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas...
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".

Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto é especial e importante para mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!!!


Sobre o autor:
Mário de Miranda Quintana, gaúcho da cidade de Alegrete, é o poeta das coisas simples. Despreocupado em relação à crítica, faz poesia porque "sente necessidade", segundo suas próprias palavras.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

...

Eu queria ser o mar de altivo porte
Que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
A pedra do caminho, rude e forte!

Eu queria ser o Sol, a luz intensa,
O bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
Que ri do mundo vão e até da morte!

Mas o Mar também chora de tristeza...
As árvores também, como quem reza,
Abrem, aos Céus, os braços, como um crente!

E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
Tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras...essas...pisa-as toda gente!...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

...



... Num tempo passado... ainda penso em mim...em ti ...

Quanto desejo...

O desejo é um instinto à beira da consciência. Já não é a pulsão animal que desencadeia a acção sem filtro racional. Desejar implica ter já claro o objecto do desejo. Sei o que desejo, mesmo se não racionalizo ainda sobre as razões que me fazem desejar. É uma meta que se me impõe; uma promessa de saciedade. Mas não é, ainda, um acto plenamente consciente.
A racionalização consciente sobre o objecto do desejo e a planificação racional da acção com vista à consumação pode, até, anular ou destruir o próprio desejo. E, de facto, muitas vezes o faz. Não consumamos a maior parte dos nossos desejos. Por muitas e boas razões.
O ciúme é o desejo interrompido; a percepção de "roubo" do objecto do desejo. E, assim, é ainda, também, uma manifestação de irracionalidade pré-consciente. Porque não é, em si mesmo, consequência da racionalização sobre a razoabilidade ou não do acto consumatório, mas a percepção de arrebatamento externo do objecto.
Por outro lado, desejo e ciúme são miragens simétricas de propriedade: desejo "ter" e sinto ciúme por perceber a perda do que "desejo ter". Neste sentido, estamos, portanto, na superfície do ser. Porque toda a propriedade é externa. Não sou o que tenho, nem o que tenho me define.
Tudo isto quer também dizer que quanto mais nos adentramos no que somos, menos o desejo nos invade e comanda. E menos o ciúme nos frustra.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

...



Para ti Amiga querida Blue Velvet esta lembrança que sei que adoras! por mais um ano de tantos na tua caminhada futura... nas palavras imortais de Florbela Espanca...envolvidas nesta melodia linda!

PARABÉNS!

"Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer. "

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Jack Johnson's...



Enjoy!

I've got an angel
She doesn't wear any wings
She wears a heart that could melt my own
She wears a smile that could make me want to sing
She gives me presents
With her presence alone
She gives me everything I could wish for
She gives me kisses on the lips just for coming home

She can make angels
I've seen it with my own eyes
You got to be careful when you you've got good love
Cause them angels will just keep on multiplying

You're so busy changing the world
Just one smile can change all of mine
We share the same soul
Oh oh oh oh ohhh
We Share the same soul
Oh oh oh oh ohhh
We Share the same soul
Oh oh oh oh ohhh
Oh oh oh oh ohhh
mm mm mm mmmm

...Espero ir ouvi-lo ao Vivo! Junho 08...;)