Ás vezes, neste mundo desvairado
Piso em flores que desmereço
Como as maçãs que não mereço
E lanço ao olvido o brilho das estrelas,
Que cai de graça sobre a minha cabeça.
Piso em flores que desmereço
Como as maçãs que não mereço
E lanço ao olvido o brilho das estrelas,
Que cai de graça sobre a minha cabeça.
Arrependida, olhos fixos no solo
Procuro cada pétala, casquinha da fruta,
Ou resquícios cintilantes, sobrando ao remonte
Enconchada, na carapaça aquecida
das desculpas esfarrapadas.
Confesso então, minha condição: Sou humana!




