São de água, os teus olhos. De paz, de eternidade.
Neles brilha o espelho oculto da ternura. Neles crescem árvores de troncos escuros, e afundam-se raízes aquáticas de subtilezas profundas. Deles espreita a tua inocência, feita ave luminosa de canto invulgar. Deles se desprende a tua sinceridade absoluta, a tua ligeireza de sonhar. Neles se desenha o sorriso que a tua boca esboça e lança como uma seta ao coração de quem te olha.
És uma ave livre que voas nas tuas migrações, daqui só posso ver o teu rasto.