quarta-feira, 5 de setembro de 2007
Vanessa da Mata e Ben Harper - Good Luck
Magnífica a integração de vozes neste clip, gosto muito do tema...
(Lembrança de ultimo momento... de uma querida Amiga de excelente gosto musical, espero que goste deste dueto! )
Alma...

Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
Etiquetas:
Notas Soltas...marcadas por mim
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
De tudo...

De tudo só ficam três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando.
A certeza de que é preciso continuar.
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar.
Portanto devemos fazer:
Da interrupção um novo caminho.
Da queda, um passo de dança.
Do medo, uma escada.
Do sonho, uma ponte.
Da procura, um encontro...
Baby Can I hold you - Tracy Chapman
Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.
(enigmático... como existe seres que não sabem sentir/diferençar o que é o amor ...)
Etiquetas:
Antoine de Saint-Exupéry,
in "Cidadela"
domingo, 2 de setembro de 2007
Finais...

O melhor das coisas é não lhes conhecer o fim. Acordar e não saber como vai ser o dia, adormecer e nem sonhar com quem vou sonhar. Partir sozinha e encontrar a companhia certa. Ficar sozinha em casa à noite e ouvir a campainha tocar. Deixar-me ir na vida, viver e deixar viver sem grandes opções do plano.
Não é tão fácil como entregar a existência a um esquema de vida cheio de programas e obrigações, mas é muito mais agradável, porque a vida está sempre à espreita, é só dar-lhe tempo e espaço. Alguem que eu adoro, me olhou e me disse repetidamente... "Estás a perder o teu tempo comigo" como um fim de algo, que nunca houve o principio... só no meu querer, no meu olhar, no meu sentir... sim, só sinto algo realmente marcante quando sei que não perco tempo em sentimentos fictícios por muito que sejam transparentes para o outro ser.
Por isso é que os finais são horríveis. Fica o vazio, deixo de ver ao longe, de repente, apagam-se as luzes e a vida fecha-se aos meus olhos. Depois do fim vem a pergunta fatal: E Agora? Dá-me vontade de ir à bruxa para ter uma ideia, mas resisto, até porque elas também se enganam. Aproveito o tempo para telefonar aos velhos amigos, arrumar gavetas e deitar papéis velhos fora, limpar a memória e deixar o coração de molho e carregar baterias.
Mas, o pior são as despedidas. É sempre horrível quando me dizem adeus, mesmo que seja só até logo à noite. Ouvir um adeus não é fácil, tal como dizer. Por causa de tanta dor e sofrimento que a palavra trás. As separações tornam-se irremediavelmente dramáticas, mesmo que seja por uns dias, ou até uma tarde. Nunca me dizem até já, a não ser que o reencontro seja daí a cinco minutos. Dizem sempre adeus, ou na melhor das hipóteses até logo porque logo se vê. Por isso que os fins doem tanto. Porque além de acabarem ainda tenho que me despedir.
Não, não gosto de dizer adeus nem de ver o fim de nada, sobretudo se não lhes vir o princípio. Prefiro dizer até um dia destes, mesmo que esse dia demore anos. Ou então, afastar-me sem uma palavra, e deixar no ar o mistério de não saber quando, como e porque é que nos voltaremos a encontrar. Assim não sou eu que ponho fim às coisas, mas as coisas que um dia acabarão, ou não, por si.
Por isso é que os finais são horríveis. Fica o vazio, deixo de ver ao longe, de repente, apagam-se as luzes e a vida fecha-se aos meus olhos. Depois do fim vem a pergunta fatal: E Agora? Dá-me vontade de ir à bruxa para ter uma ideia, mas resisto, até porque elas também se enganam. Aproveito o tempo para telefonar aos velhos amigos, arrumar gavetas e deitar papéis velhos fora, limpar a memória e deixar o coração de molho e carregar baterias.
Mas, o pior são as despedidas. É sempre horrível quando me dizem adeus, mesmo que seja só até logo à noite. Ouvir um adeus não é fácil, tal como dizer. Por causa de tanta dor e sofrimento que a palavra trás. As separações tornam-se irremediavelmente dramáticas, mesmo que seja por uns dias, ou até uma tarde. Nunca me dizem até já, a não ser que o reencontro seja daí a cinco minutos. Dizem sempre adeus, ou na melhor das hipóteses até logo porque logo se vê. Por isso que os fins doem tanto. Porque além de acabarem ainda tenho que me despedir.
Não, não gosto de dizer adeus nem de ver o fim de nada, sobretudo se não lhes vir o princípio. Prefiro dizer até um dia destes, mesmo que esse dia demore anos. Ou então, afastar-me sem uma palavra, e deixar no ar o mistério de não saber quando, como e porque é que nos voltaremos a encontrar. Assim não sou eu que ponho fim às coisas, mas as coisas que um dia acabarão, ou não, por si.
Etiquetas:
Notas Soltas...marcadas em mim
sábado, 1 de setembro de 2007
Agora...

Já se arrependeu de, em determinadas circunstâncias, não ter tomado atitudes que viessem, de alguma forma, melhorar a sua vida, o sentir? Ou dar sentido á vida de alguém?
Quando fazemos um exame de consciência, lembramo-nos de vários AGORAS que foram perdidos e que não voltam mais.
Que o arrependimento de não ter tido, não ter sido, não ter feito, não ter aceite...costuma ser doloroso e profundo.
Na realidade, o que nos impede, na maioria das vezes, de ter o que queremos, ser o que sonhamos, fazer o que pensamos e aceitar com o coração, é a ousadia que não cultivamos.
A ousadia, geralmente, é escrava do medo. Quantas vezes perdemos a oportunidade de ser felizes, pelo medo de ter a ousadia de amar.
Medo de ousar porque o objecto do amor era mais belo, mais jovem, mais velho, mais culto, menos inteligente...e aí...o tempo passou e o AGORA também... Quantas vezes perdemos a oportunidade de realizar um grande sonho, por não ter a coragem de ousar, de arriscar, deixando para depois ou para mais tarde o que deveria ser naquele AGORA....
Quantas vezes não pronunciamos, no momento oportuno, as palavras que gostaríamos de dizer, pelo medo de parecer ridículo e imaturo...
Quantas vezes ficamos, porque temos medo de partir. Quantas vezes partimos porque temos medo de ficar... Quantas vezes dizemos baixinho o que, na realidade, gostaríamos de gritar.
Quantos AGORAS perdemos esquecendo que o risco pode ser a salvação de muitas alegrias de nossas vidas.
O medo que nos impede de ser ousados no AGORA, também nos está a impedir de ver a pessoa linda, que poderemos ser!
Olha...
Na dança do tempo, o descompasso das horas, ainda é noite aqui dentro, amanhece lá fora. A porta entreaberta denuncia a loucura,o silêncio das coisas aumenta a clausura. Na dança da vida, o descompasso do tempo, calmaria aparente, tempestade aqui dentro.
E a insónia insistente não quer ir embora, coração ainda sangra, vez por outra ainda chora.
Na dança dos versos, poemas que imploram, nostalgia que eu temo, inquietudes que afloram.
Um sorriso aparente para daqui a algumas horas.
Um café, um cigarro…
Um café, um cigarro…
Na dança do tempo, beija-flor foi para longe,
voou bem depressa, planou para além da barreira da realidade...
voou bem depressa, planou para além da barreira da realidade...
Tempo húmido lá fora, secura aqui dentro, as notícias que guardo são antigas, faz tempo.
Madrugada fria de Agosto, respiração afrontada.
O poema que nasce não diz o que eu quero,
sei que não desisto, sei que não te espero.
Olha, olha para mim...
Olha com atenção...
Ouves o coração bater?
Acredita...
Aconteça o que acontecer
Ele irá continuar assim...
Olha com atenção...
Ouves o coração bater?
Acredita...
Aconteça o que acontecer
Ele irá continuar assim...
Subscrever:
Mensagens (Atom)