segunda-feira, 5 de novembro de 2007

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Quantas vezes, contudo, não anseio visualmente por esta paz de onde quase fugiria agora, se fosse fácil ou decente! Quantas vezes julgo crer – lá em baixo, entre as ruas estreitas de casas altas – que a paz, a prosa, o definitivo estariam antes aqui, entre as coisas naturais, que ali onde o pano de mesa da civilização faz esquecer o pinho já pintado em que assenta! E, agora, aqui, sentindo-me saudável, cansado a bem, estou intranquilo, estou preso, estou saudoso. Não sei se é a mim que acontece, se a todos os que a civilização fez nascer segunda vez. Mas parece-me que para mim, ou para os que sentem como eu, o artificial passou a ser o natural, e é o natural que é estranho. Não digo bem: o artificial não passou a ser o natural; o natural passou a ser diferente.

domingo, 4 de novembro de 2007

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Não sou eu quem faz, é a totalidade que faz através de mim, apesar de mim. Não sou a actriz, a dona do palco, não produzo ou dirijo. Sou a bruma que permeia a observação, sem interferir ou julgar. E quando ajo, não aguardo os resultados. Como ao plantar uma semente, eu cuido para que ela tenha as melhores condições possíveis para se desenvolver. Porém os frutos que virão dela, não são meus. Assim, liberdade.

Quando descobrir que existe em seu ventre a fonte nutridora de toda a humanidade e um poder de transformação tão poderoso e que só pode ser utilizado com doçura e generosidade. Quando conseguir compreender que é a sua capacidade de amar que faz seu universo vibrar e não sua mente lúcida e ávida por saciedade. Quando acreditar, derrame-se.


sábado, 3 de novembro de 2007

O som do silêncio...

Maggie Taylor.Gardener
Aprender a ouvirmo-nos.
Parar para divagar
Não é chocar as pessoas com o nosso aparente autismo.
É permitirmo-nos usufruir o nosso espaço.

Simplesmente ouvir o que a nossa consciência tem para nos dizer.
Deixar de ouvir os outros para conhecer melhor o nosso interior.

Aquietar, meditar.
Conhecer para melhorar.

Tu és teu, não dos outros.

Assumir as tuas diferenças
Vivê-las intensamente.

Descobrir novos EUs dentro de ti.
E orgulhares-te disso.

Não tirar fotografias.


Linda esta canção, amei a cena no filme "Bridget Jones Diary".
Naquelas noites do meu Eu, minha solidão... a escolhida no karaoke. ;)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Filosofando....



** Asas? todos nós temos. Mas nem todos sabem voar...

**...Eu sou uma essência. Uma alma. Uma delicadeza. Um sentir. Um perceber. Eu sou assim: uma doce realista-surreal.


** Existe coisa melhor que dormir? Existe: dormir muito.


quinta-feira, 1 de novembro de 2007

... Mulher Poesia...

Escrever uma poesia
Não é para um qualquer
Mas se encontra esta magia
Quando se escreve da mulher

A mulher que ama sem pedir amor,
Que sofre sem ter medo;
Chora sem fingir dor
E sabe que em amar não há segredo

Por isso ama, não importa o tempo
E mesmo confusa,
sabe sempre o que quer
Pois não importa o tamanho sentimento
Mesmo forte; será sempre mulher...

(Autor Desconhecido)

Guerreira

Sento-me à beira da vida e, num suspiro de alívio descalço os sapatos de sola gasta de percorrer a estrada, que busca a felicidade. Levanto-me a caminho, em direcção a uma luz que avisto ao longe, quase tão gasta como os meus sapatos de cristal. A passos largos e certeiros vou ao seu encontro, cada vez vejo-a mais longínqua, estou cansada tenho sede e fome, doem-se-me os pés e a alma, meu corpo cai na terra molhada, sujando o meu vestido de fios de ouro, meu rosto cai sobre uma pedra laminada pelo tempo, fazendo um golpe profundo na minha face. Tento levantar-me mas não consigo, deixo-me ficar debruçada sobre algo que não consigo visualizar, os meus olhos estão presos no sangue que pinga na lama da minha estrada. Caio… Perdi os sentidos e, nos meus sonhos vejo a luz, vejo-a com exactidão e, consigo tocar-lhe é fresca e possui um aroma divinal. Um som ensurdecedor obriga-me a acordar, fazendo o meu corpo reagir ao frio que está presente. Abro os olhos, olho em redor e, vejo essa luz… Fecho-os de novo, coloco as mãos no chão e levanto-me... sinto o corpo dorido, os pés têm feridas abertas, o meu rosto está completamente desfigurado pelo golpe profundo. Uma força interior invade os meus sentidos, percorrendo o meu corpo a uma velocidade feroz, fazendo o meu corpo reagir. Ainda não alcancei a luz que está na minha estrada.
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Mas como guerreira que sou não deixar de lutar, por mais feridas que faça no meu caminho, vou encontrar sempre as forças para alcançar a minha felicidade.