domingo, 2 de novembro de 2008

Sei que na minha caminhada existe um destino
e uma direcção, por isso devo medir os meus passos, prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais passo eu...

Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força
e se ferirão no caminho e se cansarão mais cedo...


Todavia, quando o cansaço houver, que eu não desespere e acredite que ainda terei forças para continuar,principalmente quando houver quem me auxilie...

É oportuno que, nos meus sorrisos, eu me lembre de que existem os que choram, que, assim, para que o meu riso não ofenda a mágoa dos que sofrem:

Por outro lado, quando chegar a minha vez de chorar, que eu não me deixe dominar pela desesperança, mas que entenda o sentido do sofrimento,
que me nivela, que me iguala, que torna todos os homens iguais...


Quando eu tiver tudo, farnel e coragem, água no cantil, e ânimo no coração, botas nos pés e chapéu na cabeça, não temendo o vento e o frio, a chuva e o tempo, que eu não me considere melhor do que aqueles que ficaram atrás, porque pode vir o dia em que nada terei para minha jornada e aqueles, que ultrapassei na caminhada, me alcançarão e também poderão fazer como eu fiz e nada fazer por mim.

Quando o dia brilhar, que eu tenha vontade de ver a noite em que a caminhada será mais fácil e mais amena.

Quando for noite, porém ,e a escuridão tornar mais difícil a chegada,que saiba esperar o dia como aurora, o calor como bênção...

Que perceba que a caminhada sozinho pode ser mais rápida, mas muito mais vazia...

Quando eu tiver sede,que encontre a fonte no caminho,quando eu me perder, que ache a indicação, a seta, a direcção...
Que eu não siga os que desviam, mas que ninguém se desvie seguindo os meus passos...

Que a pressa em chegar não me afaste da alegria de ver as flores simples que estão à beira da estrada, Que eu não pertube a caminhada de ninguém, Que eu entenda que seguir faz bem, mas que, às vezes,é preciso ter-se a bravura de voltar atrás e recomeçar e tomar outra direcção...

Que eu não caminhe sem rumo, que não me perca nas encruzilhadas, mas que não tema os que assaltam, os que enganam, mas que vá onde devo ir e, se sair no meio do caminho,que fique a lembrança de minha queda para impedir que outros caiam no mesmo abismo...

Que chegue, sim, mas, ainda mais importante….

Que eu faça chegar quem me perguntar,quem me pedir conselho…

e acima de tudo, quem me seguir, confiando em mim!

sábado, 1 de novembro de 2008

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Tell me you love me
Tell me that you're mine again
Tell me you won't turn away
Turn like the seasons
Turn back to me once again
Circling all the way

terça-feira, 28 de outubro de 2008

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O medo parou na sua frente..
Ela, estática, entorpecida pela sua repugnância(nesse caso, a do medo), ali ficou, reticente...
Pensou em recuar, em fugir...
Seria, certamente, a melhor opção..
Mas algo lá dentro dela gritou..
Não tenha medo, não desista...
Siga, siga em frente..
Sempre vá na direcção em que seu medo aumenta.
E ela seguiu.......

sábado, 11 de outubro de 2008

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La Valse Hésitation, 1950

Dá-me alegria...
Incendeia meu sangue arrefecido!
E depois meu amor...
Depois... deixa-me sonhar...

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

sábado, 4 de outubro de 2008

Mensagem de amor: O olhar do coração!

É bem verdade que o amor tem várias fases e constrói-se com dedicação e tempo de convivência altruísta.

Quando dizemos a alguém, olhos nos olhos - "eu amo-te" - pode ainda não ser aquele amor na fase intensa e completa mas pode ser naquela em que se descobre que, afinal, levou-se tempo demais para soltar o que o coração insiste em dizer.

Há a fase que tanto o coração como a mente não param de gritar que é tão bom quando duas pessoas encontram as palavras apenas numa troca de olhares... Eu digo-vos que é: O olhar do coração!

E eu sinto essa voz que me diz: Eu amo-te!


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

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Sou escrava do amor,
deito-me com o meu pecado,
que cresce em mim deixando marcas profundas...

Sou escrava da dor,
levanto-me com a culpa,
que vive em mim cravando suspiros gelados...

Sou escrava do tempo,
vivo contando cada hora,
deixando o dia afastar-se sem apreciá-lo...

Sou escrava da luz,
sonho com o brilho de um olhar,
para que me leve para novo caminho...

Sou escrava da minha alma,
que ri... chora... grita... ama...
alma que vive... desespera... canta...
foge... acalma... sofre...

Sou escrava desta alma,
que apoderou-se deste corpo imundo,
que consome muito mais do que aquilo que pode...!
Sou escrava duma alma,
que peca...
peca divinalmente entre a madrugada...!


Sou escrava desta alma,
que me carrega aos ombros para
o mundo que fui adoptada...!

Sou escrava de mim...
sou escrava do que vivi...
sou escrava de ti...
sou escrava deste amor que habita em mim...!