quarta-feira, 12 de maio de 2010

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Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

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Discutir a beleza das pedras seria uma tolice.
de mãos dadas com a perfeição, tal como estas,
não têm, a beleza, de existir ou superar-se.

Por outro lado,
ambas existem na ausência de expoentes:
perfeição é mais a busca que o conceito;
beleza não é a evolução da identidade,
é antes o olhar sábio sob o passar dos dias.

A pedra esquece o conceito, superando-o,
e observa os dias, deixando-os passar.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Despertar


É um pássaro,é uma rosa,
é o mar que me acorda?
Pássaro ou rosa ou mar,
tudo é ardor,tudo é amor.
Acordar é ser rosa na rosa,
canto na ave,água no mar

terça-feira, 13 de abril de 2010

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Devias estar aqui rente aos meus lábios
para dividir contigo esta amargura
dos meus dias partidos um a um

- Eu vi a terra limpa no teu rosto,
Só no teu rosto e nunca em mais nenhum

terça-feira, 23 de março de 2010

ROMANCE NAVIA




Caros leitores, fantástico Romance Navia da autora Teresa Durães. A não perder!

Um Abraço

sexta-feira, 5 de março de 2010

Lançamento


O gosto pela escrita, punhado de palavras, o triunfo de um cérebro optimista.
A Escritora Teresa Durães, com imenso prazer, espera contar com a vossa presença no lançamento do seu primeiro Livro.

Um romance que espera fascinar até à ultima letra.


Lançamento no próximo dia 20 de Março, sábado, pelas 17h00, na livraria do Cinema King, o romance NAVIA.

NAVIA, nasce no ano 410 D.C, época em que a Lusitânia encontra-se instável devido às invasões
dos Suevos, Alanos e Vândalos. O Cristianismo começa a espalhar-se mas tanto a nova
religião como a antiga ainda vivem lado a lado. Ela vive num Castro na montanha.

Ana, nascida neste século, não consegue adaptar-se ao estilo de vida que a sociedade impõe.

Um abraço!

terça-feira, 2 de março de 2010

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Se todo o ser ao vento abandonamos
E sem medo nem dó nos destruímos,
Se morremos em tudo o que sentimos
E podemos cantar, é porque estamos
Nus em sangue, embalando a própria dor
Em frente às madrugadas do amor.

Quando a manhã brilhar refloriremos
E a alma possuirá esse esplendor
Prometido nas formas que perdemos.