quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Memória...

"De que vale ter memória
se o que mais vivi
é o que nunca se passou?"

uM pontO de LuZ...

Está mesmo lá ao fundo...

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Convicção

Mikhail Gribkov






Acredito que no lado esquerdo de cada inferno
existe menos sombra e mais coração.
Dentro de nós tudo arde, excepto a palavra.

Acredito que o inferno fica no cimo de uma colina de cinza
e que o céu é mais abaixo, para quem não tem medo de cair.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Men in black



Vejam este "animatic", o Cartoon Brew publicou um artigo sobre este filme podem consultar através do link:
http://www.cartoonbrew.com/tv/men-in-black

Não tem animação. Não conheço nada acerca do tema, mas acho um trabalho de composição excelente.

(Obrigada Amiga especial pela partilha.)

domingo, 30 de setembro de 2007

Pintura óleo - Bill Foss

Descobri que não tenho tempo de viver todas as vidas que carrego dentro de mim...

Problema de Expressão - Clã

A letra é um facto bem comum nos encontros e desencontros...
Um dos melhores grupos portugueses.Tipo "Portishead", versão portuguesa.


"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força consegue destruir."

Outono

O Outono é um peão do Inverno, Chega e reparte cartas,
Desnuda as árvores e os sentimentos,
Veste de cinzento a imagem momentânea,
Do poente e, no fardo descaído das tardes,
Fulmina as folhas, que planeiam, rendidas,
Como aparições sem volume,
Incumbidas de designar,
O gesto intolerável de uma impotência e uma derrota.
Nos decepcionará a primeira imagem,
Do ignóbil que oferece,
O Outono é unicamente um peão do Inverno.

As minhas estações são aqui, na minha ilha,
O mito do idêntico: “um eterno verão”,
E o Outono é o cinzento.









O leito pródigo das folhas,

A larguíssima soma de uma tristeza,
Mais além do espaço em que habitas,
À distância de um pensamento.

Enquanto no Verão tudo é inocente,
No Outono tudo é sombrio,
Também, não se anuncia cerimonialmente,
Como a primavera que surge simplesmente,
Deixando-nos instalados na perplexidade de que o tempo se desvaneça.
Não se pode duvidar que o Outono,
Possui o mais assombroso poder de transformação,
Figura inteligente que altera,
A natureza, o homem e a mulher,
Move sentimentos, arranca amores,
E nos deixa desnudos diante o frio da solidão.

(E o Outono é o cinzento, estação após estação é a cor do meu "estar"...)
Gostei do Poema de Taliesin o Poeta