"De que vale ter memória
se o que mais vivi
é o que nunca se passou?" 
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Convicção
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Men in black
Vejam este "animatic", o Cartoon Brew publicou um artigo sobre este filme podem consultar através do link:
http://www.cartoonbrew.com/tv/men-in-black
Não tem animação. Não conheço nada acerca do tema, mas acho um trabalho de composição excelente.
(Obrigada Amiga especial pela partilha.)
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Boa Semana ;),
Notas Soltas...
domingo, 30 de setembro de 2007
Pintura óleo - Bill Foss

Descobri que não tenho tempo de viver todas as vidas que carrego dentro de mim...

Descobri que não tenho tempo de viver todas as vidas que carrego dentro de mim...
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Notas Soltas...,
Saudade...
Problema de Expressão - Clã
A letra é um facto bem comum nos encontros e desencontros...
Um dos melhores grupos portugueses.Tipo "Portishead", versão portuguesa.
"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força consegue destruir."
Um dos melhores grupos portugueses.Tipo "Portishead", versão portuguesa.
"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundos, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força consegue destruir."
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Notas Soltas...C.Drummond Andrade
Outono
O Outono é um peão do Inverno, Chega e reparte cartas,
Desnuda as árvores e os sentimentos,
Veste de cinzento a imagem momentânea,
Do poente e, no fardo descaído das tardes,
Fulmina as folhas, que planeiam, rendidas,
Como aparições sem volume,
Incumbidas de designar,
O gesto intolerável de uma impotência e uma derrota.
Nos decepcionará a primeira imagem,
Do ignóbil que oferece,
O Outono é unicamente um peão do Inverno.
As minhas estações são aqui, na minha ilha,
O mito do idêntico: “um eterno verão”,
E o Outono é o cinzento.

O leito pródigo das folhas,
A larguíssima soma de uma tristeza,
Mais além do espaço em que habitas,
À distância de um pensamento.
Enquanto no Verão tudo é inocente,
No Outono tudo é sombrio,
Também, não se anuncia cerimonialmente,
Como a primavera que surge simplesmente,
Deixando-nos instalados na perplexidade de que o tempo se desvaneça.
Não se pode duvidar que o Outono,
Possui o mais assombroso poder de transformação,
Figura inteligente que altera,
A natureza, o homem e a mulher,
Move sentimentos, arranca amores,
E nos deixa desnudos diante o frio da solidão.
(E o Outono é o cinzento, estação após estação é a cor do meu "estar"...)
Gostei do Poema de Taliesin o Poeta
Desnuda as árvores e os sentimentos,
Veste de cinzento a imagem momentânea,
Do poente e, no fardo descaído das tardes,
Fulmina as folhas, que planeiam, rendidas,
Como aparições sem volume,
Incumbidas de designar,
O gesto intolerável de uma impotência e uma derrota.
Nos decepcionará a primeira imagem,
Do ignóbil que oferece,
O Outono é unicamente um peão do Inverno.
As minhas estações são aqui, na minha ilha,
O mito do idêntico: “um eterno verão”,
E o Outono é o cinzento.

O leito pródigo das folhas,
A larguíssima soma de uma tristeza,
Mais além do espaço em que habitas,
À distância de um pensamento.
Enquanto no Verão tudo é inocente,
No Outono tudo é sombrio,
Também, não se anuncia cerimonialmente,
Como a primavera que surge simplesmente,
Deixando-nos instalados na perplexidade de que o tempo se desvaneça.
Não se pode duvidar que o Outono,
Possui o mais assombroso poder de transformação,
Figura inteligente que altera,
A natureza, o homem e a mulher,
Move sentimentos, arranca amores,
E nos deixa desnudos diante o frio da solidão.
(E o Outono é o cinzento, estação após estação é a cor do meu "estar"...)
Gostei do Poema de Taliesin o Poeta
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