segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Saudade... Mata a cada despertar...
Na solidão na penumbra do amanhecer.
Via você na noite, nas estrelas, nos planetas,
nos mares, no brilho do sol e no anoitecer.
Via você no ontem , no hoje, no amanhã...
Mas não via você no momento.
Que saudade...
- Mário Quintana -
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
O Seu Rosto Branco...
Em tantas casas e praias fui falando.
João Camilo in «A Mala dos Max Brothers»,
Editorial Caminho, Lisboa 1988
Estava de copo na mão a saber que me olhavam;
ao sol e quase nu de bruços no calor da areia.
Com os lábios perturbava a saliência de uma orelha,
na minha perna direita repousava, dócil, a face esquerda
de um rosto, pele misteriosa. Os convidados
da festa decidiam partir. Quebrava-se o andar da noite,
eu vi-me só, posta em perigo a minha sede, toda
a ternura. Perseguíamos o prazer, talvez a imagem
da infância, esperávamos pelo sentido dos dias.
A rapariga japonesa tinha-me dito: você quer beber?
E também ela partira, o seu rosto branco
levara para longe a sugestão das flores de cerejeira.
ao sol e quase nu de bruços no calor da areia.
Com os lábios perturbava a saliência de uma orelha,
na minha perna direita repousava, dócil, a face esquerda
de um rosto, pele misteriosa. Os convidados
da festa decidiam partir. Quebrava-se o andar da noite,
eu vi-me só, posta em perigo a minha sede, toda
a ternura. Perseguíamos o prazer, talvez a imagem
da infância, esperávamos pelo sentido dos dias.
A rapariga japonesa tinha-me dito: você quer beber?
E também ela partira, o seu rosto branco
levara para longe a sugestão das flores de cerejeira.
João Camilo in «A Mala dos Max Brothers»,
Editorial Caminho, Lisboa 1988
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Ano 2012 a caminhar para......novo Ano 2013
Para todos os meus desejos sinceros de um Natal Feliz e que o Ano Novo, que está aí à porta, recheado de esperanças! que lhes traga a Paz interior, condição necessária para a realização de todos os nossos anseios.
Como diria Ary dos Santos:
Tu que dormes a noite na calçada de relento, numa cama de chuva com lençóis feitos de vento
Tu que tens o Natal da solidão, do sofrimento és meu irmão amigo, és meu irmão
E tu que dormes só no pesadelo do ciúme, numa cama de raiva com lençóis feitos de lume e sofres o Natal da solidão sem um queixume, és meu irmão amigo, és meu irmão.
Natal é em Dezembro, mas em Maio pode ser, Natal é em Setembro, é quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer, Natal é sempre o fruto que há no ventre da mulher
Tu que inventas ternura e brinquedos para dar, tu que inventas bonecas e comboios de luar e mentes ao teu filho por não os poderes comprar, és meu irmão amigo, és meu irmão
E tu que vês na montra a tua fome que eu não sei, fatias de tristeza em cada alegre bolo-rei, pões um sabor amargo em cada doce que eu comprei, és meu irmão amigo, és meu irmão
Natal é em Dezembro, mas em Maio pode ser, Natal é em Setembro, é quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer, Natal é sempre o fruto que há no ventre da mulher.
sábado, 3 de novembro de 2012
Alma...
O pensamento é triste; o amor, insuficiente;e eu quero sempre mais
do que vem nos milagres.
Deixo que a terra me sustente:
guardo o resto para mais tarde.Deus não fala comigo - e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce...
- espero a minha própria vinda.
Navego pela memória
sem margens.
Alguém conta a minha história
E alguém mata os personagens.
Deixo que a terra me sustente:
guardo o resto para mais tarde.Deus não fala comigo - e eu sei que me conhece.
A antigos ventos dei as lágrimas que tinha.
A estrela sobe, a estrela desce...
- espero a minha própria vinda.
Navego pela memória
sem margens.
Alguém conta a minha história
E alguém mata os personagens.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Fui eu?
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: Fui eu?
"Fernando pessoa"
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Diz-me amor...
Diz-me, amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.
Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!
Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem turnura,
Agonia sem fé dum moribundo,
Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.
Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!
Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem turnura,
Agonia sem fé dum moribundo,
Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Breve ilusão
Que bem que me faz agora o mal que me fizeste. E sem ironia aceita a minha eterna gratidão, mas não me mereces-te! diz Florbela Espanca a quem foi um dia o seu amor
Por tudo o que me desteinquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insónia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Florbela Espanca
(1894-1930)
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Há sempre ao dobrar de cada esquina o despertar de um
Mundo novo…
Pensa
com sensatez antes de dar um passo…
Ele pode não ter retorno.
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cúmplice no tempo vazio.,
Notas Soltas
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
...

No meu silêncio converso várias vezes com Deus!
Eu sinto-o presente e numa destas conversas perguntei-lhe, porque me tinha enviado um Anjo em forma de Mulher?
Fez-se silêncio… e perguntei depois: existe algo entre nós: ajuda, amor?
Aí, senti um sinal especial no meu corpo e alma!
Reflecti e lembrei-me de frases dela e outra minha!
Ela: Tu marcaste minha vida, existes dentro de mim!
Eu: Uma completa o outra!
E naquele silêncio de Deus percebi que a voz do silêncio é a voz do Infinito!
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Notas Soltas... amor
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
o meu corpo está debaixo do teue tantas vezes me apetece cuspir fogo,
ser de carne e água,
abrir uma flor secreta à razão dos teus lábios,
inspirar-te,
tremer vírgula a vírgula o esquecimento,
segurar-te com as mãos de outra mulher.
mas há uma noite ao fundo deste medo
que se aproxima de nós com uma faca,
há uma noite ao fundo de nós
que se aproxima do medo,
com a fúria do inconcretizável,
e corta, mil vezes, o mesmo braço,
e, na ponta da lâmina, o braço cai.
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Alice macedo campos,
Notas Soltas
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

"Ao fim de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença, entre dar a mão, e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoio, E que companhia nem sempre significa segurança. E começas aprender que beijos não são contratos, E presentes não são promessas. E não importa quão boa seja uma pessoa. Ela vai ferir te de vez em quando, e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar as dores emocionais. Descobres que se leva anos a construir confiança, e apenas segundos a destruiu-la. E que podes fazer coisas num segundo, de que te arrependerás o resto da vida. Aprendes que as verdadeiras amizades crescem independentemente da distância, e que o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens. Descobres que as pessoas de quem tu mais gostas, são te retiradas muito depressa. Por isso, devemos deixá-las sempre com palavras de amor, pois pode ser a última vez que as vimos. Aprendemos que a paciência requer muita prática. Aprendes que a paciência requer muita prática. Aprendes que quando estás zangado, tens direito a estar. Mas isso não te dá o direito de seres cruel. Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Muitas vezes, tens de aprender a perdoar a ti próprio. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, Tu serás, em algum momento, condenado. Aprendes que não importa em quantos pedaços se partiu o teu coração. O mundo não pára para que o consertes. E, finalmente, Aprendes que o tempo não é algo que se possa voltar para trás. Portanto, Planta o teu jardim e decora a tua alma, Em vez de esperares que alguém te traga flores. E percebes que realmente podes suportar… Que és realmente forte!! Que podes ir muito mais longe, depois de pensares que não podias mais. E que, de facto, a vida tem valor. E que tu tens valor diante da vida. E que só o medo de tentar, Nos faz perder o bem que poderíamos conquistar."
( Será que as palavras não significam nada? Não são as ditas da boca para fora, são as que vem de dentro, as sentidas... Eu penso que essas são "as verdades" da vida! e estas são tão sentidas em mim...
( Será que as palavras não significam nada? Não são as ditas da boca para fora, são as que vem de dentro, as sentidas... Eu penso que essas são "as verdades" da vida! e estas são tão sentidas em mim...
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Notas Soltas... em pensamentos...
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
...
Tempo — definição da angústia.
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia.
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escrevo.
Fica apenas a tua negra sombra:
— O passado,
Amargura maior, fotografada.
Tempo...
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!
Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia!
Pudesse ao menos eu agrilhoar-te
Ao coração pulsátil dum poema!
Era o devir eterno em harmonia.
Mas foges das vogais, como a frescura
Da tinta com que escrevo.
Fica apenas a tua negra sombra:
— O passado,
Amargura maior, fotografada.
Tempo...
E não haver nada,
Ninguém,
Uma alma penada
Que estrangule a ampulheta duma vez!
Que realize o crime e a perfeição
De cortar aquele fio movediço
De areia
Que nenhum tecelão
É capaz de tecer na sua teia!
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Miguel Torga,
Notas Soltas
sábado, 8 de janeiro de 2011
Num sopro se fez a vida,
num sopro se apaga a chama.
Ecos de silêncio que ilumina
um vácuo que, nem sempre inflama
Se a vida cobra..
A morte chama....
num sopro se apaga a chama.
Ecos de silêncio que ilumina
um vácuo que, nem sempre inflama
Se a vida cobra..
A morte chama....
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cúmplice no tempo vazio
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
sou capaz de enlouquecer,sei que sabes que sou capaz,
olho para ti,
imagino que abro as grandes pestanas do mundo,
como um templo vindouro de gestos imateriais,
onde o eco dos passos é só
o bater do coração.
tenho as mãos quase rotas,
toco-te
na exaustão de não te poder tocar,
o sabugo das unhas desfeito,
o meu corpo um vaso de sangrar morangos,
a geleia intacta,
palavrinhas aqui
e aqui
de volta de mim
que não falam,
fico surda, entendes,
deito-me no chão,
quase sempre, nua no granito,
pensa nisso,
está um arco feminino vulcânico sobre uma pedra,
a cabeça move-se sem pressa como uma coisa sólida,
a língua sai e entra na boca, devagar,
saliva-te poro a poro
e morro uma,
duas,
três,
incontáveis vezes,
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Alice macedo campos,
Notas Soltas...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sou tantas almas em um só corpo, que por vezes me olho no espelho e não me reconheço.
Já chorei de medo de mim mesma, por quantas vezes me acalentei, sufoquei meus gritos, não me permiti chorar, fugi dos que me amavam.
Tenho medo de todos, mas não temo ninguém mais do que temo a mim. Sou imprevisível, laica, absurda.
Sou um corpo que morre todo dia, para acordar bem noutro dia. Mas não me satisfaço com os amanhãs, uma voz quase inexistente grita lá do fundo, anime-se, enquanto muitas vozes fortes e ruidosas riem-se, desdenhando dela.
Por isso nem tentem definir o que sou, se sou triste, se sou desesperada, se sou completa e verdadeiramente lúcida.
Nem eu sei de mim.
Sou a mistura de todas as minhas verdades, vícios e fraquezas
______________________________Já chorei de medo de mim mesma, por quantas vezes me acalentei, sufoquei meus gritos, não me permiti chorar, fugi dos que me amavam.
Tenho medo de todos, mas não temo ninguém mais do que temo a mim. Sou imprevisível, laica, absurda.
Sou um corpo que morre todo dia, para acordar bem noutro dia. Mas não me satisfaço com os amanhãs, uma voz quase inexistente grita lá do fundo, anime-se, enquanto muitas vozes fortes e ruidosas riem-se, desdenhando dela.
Por isso nem tentem definir o que sou, se sou triste, se sou desesperada, se sou completa e verdadeiramente lúcida.
Nem eu sei de mim.
Sou a mistura de todas as minhas verdades, vícios e fraquezas
Chega.
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alma negra,
Notas Soltas...
sábado, 11 de dezembro de 2010
Passou tanto tempo!
O que aconteceu?
Nada!
Ajudei-te?
Quis ajudar,
mas não resultou!
Tratei-te como uma flor,
como uma rosa:
vermelha ou amarela!
Queria ver a tua evolução,
tratei-te com todo o amor,
com o coração.
Ilusão ou desilusão?
Não sei responder!
Pensei
que estavas feliz,
mas o Sol não me ajudou.
Foste empalidecendo,
eu fui sofrendo…
Aqui estou triste,
angustiada,
desesperada,
por não haver um sol nascente,
que te ajude,
como eu gostava!
Passou tanto tempo:
ainda estou aqui!
Não como antes,
mas só:
falta-me a rosa,
que já não é como antes!
O que aconteceu?
Nada!
Ajudei-te?
Quis ajudar,
mas não resultou!
Tratei-te como uma flor,
como uma rosa:
vermelha ou amarela!
Queria ver a tua evolução,
tratei-te com todo o amor,
com o coração.
Ilusão ou desilusão?
Não sei responder!
Pensei
que estavas feliz,
mas o Sol não me ajudou.
Foste empalidecendo,
eu fui sofrendo…
Aqui estou triste,
angustiada,
desesperada,
por não haver um sol nascente,
que te ajude,
como eu gostava!
Passou tanto tempo:
ainda estou aqui!
Não como antes,
mas só:
falta-me a rosa,
que já não é como antes!
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Notas Soltas...cúmplice no tempo vazio.
sábado, 4 de dezembro de 2010
...
Às vezes sou precisa como bússola.Em outras, me perco na vastidão de mim.
Às vezes sou asas imensas.
Em outras, sou chão, raízes firmes.
Às vezes sou âncora segura.
Em outras, um barco a deriva.
Às vezes sou olhar calmo e sereno.
Em outras, todo o espanto nos olhos.
Às vezes vou ao limite, sou ponto final.
Em outras, um mundo de reticências.
Em outras, o sentir da saudade.
Às vezes, a calmaria de águas plácidas.
Em outras, a ferocidade do mar revolto.
Às vezes, sou cores vibrantes.
Em outras, uma soturna palidez.
Às vezes, sou música contagiante.
Em outras, abissal silencio se faz.
Às vezes, sou inteira.
Em outras, sou fragmentos.
Hoje...
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Notas Soltas...marcadas em mim
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Perdi os Meus Fantásticos Castelos

Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
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