Mostrar mensagens com a etiqueta Notas Soltas... aqui.... Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Notas Soltas... aqui.... Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 8 de julho de 2009

reflexo, estar...

Aqui num simples olhar há um mundo de compreensão, inquirida
Pergunto aos dias por mim, mas eles só me trazem ecos.

As horas passam... permaneçe o vazio
a noite começa a interrogar o estar aqui!
O vidro, antes transparente torna o olhar baço
Cáustico, abrasivo e dormente.

Adormece então a alma em si.
Dela emana-se uma forma opaca de grave semblante,
Mas de fraco sentir.
Nos ouvidos
o sussurrar da brisa
contando segredos de um mar
de mundos por onde passa

No corpo
o abraçar perpétuo das ondas,

Nos sentidos
a enorme vastidão de ti!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

...

"O silencio ás vezes é fundamental para admirarmos ainda mais aquele ser que é especial. Admiro-te, cada dia mais e mais, mesmo no silêncio sei que estás aqui comigo."
... como me era preciso neste momento te olhar nesse silencio...
As palavras podem te fazer sorrir mas, só o Amor pode te fazer mudar."

domingo, 30 de dezembro de 2007

...

Havia vida para além das tuas palavras. E também dos meus pensamentos. Não consigo esquecer. Podia simplesmente desligar. Ficar a ouvir-te. Fixo o olhar num ponto qualquer e ali fico, quieta. Absorta em mim. O que me preocupa? Nada... Tudo. Se me perguntares em que penso não te saberia responder de forma clara. Na minha cabeça bailam pensamentos, discorrem raciocínios. Sobre mim, sobre ti e de novo sobre mim. O que gosto, o que me incomoda. A vida e o comodismo a que me habituei. Como vês, nada. E tudo. Por isso o meu olhar as vezes entristece. Os dias vão passando, embora as horas se arrastem, demasiado lentas. Passa um, depois outro e no fim, passou já tanto tempo. E a mim, parece-me que nada mudou durante todo esse tempo. Parece-me que todos os dias são iguais. Não muda nada. Noutros dias, os melhores, escondo a tristeza dos meus olhos e concentro-me. Digo para mim mesma que hoje vai ser diferente. E por isso, tento. Sorrio para todos. Tento levantar o olhar do chão. Falo sorrindo. E todos acreditam. E não me questionam. E chego ao fim do dia (ao fim de umas horas) cansada de distribuir sorrisos. Esgotada de fingir o que não tenho. E por fim, escondo-me na escuridão da noite, no descanso fingido, para deixar então que se solte a alma. E que possa desamarrar-se. E chorar e sofrer sem que ninguém veja. Sem que ninguém desconfie. Sem que alguém me incomode. Posso, enfim, descansar. Até de mim...