domingo, 13 de janeiro de 2008

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...Tenho em atraso, o meu agradecimento de Coração dos 2 prémios que recebi da linda "Blue Velvet "com sincera magia de encantar e surpreender.



http://babyvelvet.blogspot.com/

















Termino aqui esta «onda de mimos», que me fizeram sentir grata e especial com tamanhas nomeações. Sincera admiração pelo trabalho que desenvolvem e os belos momentos que me proporcionam quando vos visito e estou na vossa companhia. Abraço com muita ternura!


As indicações que estou fazendo abaixo... não geram obrigações...estou a nomear quem acho que os respectivos blogs me "proporcionam bons e especiais momentos"! certamente serão mais... mas a opção por agora assim fica.

http://voandoai.blogspot.com/

http://mimo-te.blogspot.com/

http://osmeuspequenosnadas-gi.blogspot.com/

http://omshanti1.blogspot.com/

http://profeciaeterna.blogspot.com/

http://haflordapele.blogspot.com/

http://opoetaeumfingidor.blogspot.com/


sábado, 12 de janeiro de 2008

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Amor, que te desencontras
Tardas como o amanhecer
Numa noite escura
Já sem lua...

No entardecer da minha vida
Já não sei se te procuro
Se te desejo ...

Neste meu viver
Tão só me tornei
Que o silêncio me seduz

E a noite
Guardo-a só para mim
Na luz, nas alturas

Amor, quando um dia
Entrares pela porta
Ou somente espreitares a janela
Talvez a encontres fechada

Pois coração que não ama
E corpo que não sente
Torna-se definitivamente independente!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Perguntas sem resposta (I)

Divagava, absorta, perdida nos pensamentos:

... se me fosse possibilitada uma nova vida, com todas as oportunidades desta que vivo e ainda mais, isto é, que pudesse ser em potência, a melhor das minhas vidas possível, será que a viveria de diferente modo..., ou acabaria por ver repetidas as minhas escolhas, sortes e azares...?

sábado, 5 de janeiro de 2008

Sem-Abrigo...

...Sem abraço, sem sombra sequer que retempere, sem sintomas, sem curas, sem cansaços, sem vontade sequer de ser humano.

O mundo ás vezes parece que gira ao contrário.


A verdadeira miséria é a indiferença. A deles, mas sobretudo a nossa.


Esquina da Indiferença
Tinha nos olhos negros o reflexo da solidão.
Na magreza do corpo envelhecido, as rugas da alma nua.
A barriga, em vez de pão, enchera-a com sopa de nada e ilusão.
Dormia ali no chão, frio e sujo, na esquina da indiferença da cidade crua. Aos corações ausentes, de passos apressados e vidas sem sentido, estendia as mãos abertas.
Lábios cerrados, num acto de dignidade ferida.


A chaga aberta, continuamente a sangrar no seio da cidade.
Até quando?
"Não haja medo que a sociedade se desmorone sob um excesso de altruísmo. Não há perigo desse excesso."


Fernando Pessoa - Aforismos e Afins

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

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Mulheres e Homens… Com uma situação que ouvi hoje aqui relato:

Homens vivemos com eles, damos-lhe colo, partilhamos a mesma cama e passamos anos assim. Mas, apesar de tudo, não os conhecemos. Mas também poderia falar de algumas mulheres, que para além de podermos partilhar tudo… fazem sofrer desmedidamente... e acabamos também por não as conhecer

Alguém um dia disse que os Homens são de Marte e as Mulheres de Vénus. Elas, românticas, idealistas, sonhadoras... Eles, guerreiros, práticos, pragmáticos... Claro que todas as generalizações são perigosas. Mas, as generalizações são isso mesmo. Algo que se aplica à maioria. E a maioria tem excepções. Sim algumas mulheres com excepções só compreendidas por quem as vive também.

Falando da generalidade, cada vez mais me convenço que alguns Homens vêm de outro planeta qualquer, diferente de Marte, e muito parecido com a Esquizofrenia (sem ofensa para quem, realmente, padece desta doença e não tem culpa nenhuma que determinados indivíduos supostamente saudáveis se comportem de forma incoerente). Nuns dias amam, adoram, desejam, querem... Nos outros não amam, não adoram, não desejam, não querem... Ou pior, amam, adoram, desejam e querem... outra qualquer. Isto tudo num espaço de dias ou, até, com diferença de horas. Sem apelo nem agravo. Mulheres podem ter este comportamento, digamos de forma bem mais inteligente!
Enquanto mulher, que lida de forma repetitiva com seres afectados por estes comportamentos díspares, tento atribuir causas para tais atitudes, tento justificar de acordo com a personalidade do indivíduo, tento compreender... e estico a corda até ao limite. Às vezes, até um limite além da razoabilidade, um limite que nunca deveria ser ultrapassado. Mas que é ultrapassado, em nome de um qualquer sentimento, de uma esperança, de um rumo que se procura... e não se acha.

E quando se quer remediar tal esforço vão, já é tarde. A corda - já tão esgaçada - partiu. Sem conserto, nem remendo possível. E, com ela, parte-se o coração, a auto-estima, o amor-próprio.

Até que ponto se deve ceder? Até quando se deve acreditar e ouvir sem julgar? Cada pessoa tem os seus limites e, pelos vistos, os limites dos Homens mudam ao ritmo da plasticina: moldam-se consoante as conveniências. Num dia, com uma pessoa de quem supostamente gostam, não estão preparados para relacionamentos. No outro, com alguém que surge de repente, sabe-se lá de onde, estão preparados para tudo. Dão o corpo, a cama, a vida. Talvez seja amor. Ou talvez, não. Talvez seja a conveniência, o estar perto, o estar ali, o dar jeito.

As Mulheres também não vêm de Vénus. A realidade tem-lhes matado o romantismo, os ideais, os sonhos. As desilusões fazem-nas maldizer o dia em que acreditaram nas histórias de príncipes e princesas, nas quais, depois de afastar a bruxa, havia um final feliz.

Mas, nos dias que correm, há mais bruxas que príncipes e princesas. E já não há heróis que montam em cavalos brancos para salvar donzelas.

"Love is just physical these days", canta o Robbie Williams. E, às vezes, nem isso é. O físico cansa, passa, cai na monotonia, perde a piada. E, depois disso, é preciso ir em busca da novidade. Como se nada mais importasse. Como se os sentimentos não existissem, como se o mais importante não fosse estar unido na alma.

A sociedade é cada vez mais exigente, sobretudo para as mulheres. Têm de ser óptimas profissionais, boa aparência, inteligentes, boas amigas, boas namoradas, boas mães. Têm de ser pessoas ocupadas, mas estar disponíveis. Têm de estar sempre bem arranjadas, sem parecerem artificiais. Têm de ser confiantes, sem parecerem arrogantes. Têm de parecer acessíveis, sem serem fáceis. Têm de ser... muito mais do que elas próprias. Têm de ser o que os outros querem que elas sejam, para, depois do esforço, ouvirem que o mais importante é serem elas próprias.

Dar resposta às exigências, cansa. Até, porque, a tendência é para querer cada vez mais e dar cada vez mais. E o cansaço acumula. E é físico e psicológico. Por isso, exige um escape, uma fuga. Uma fuga da realidade, do que nos rodeia e de nós próprias. Mas essa fuga nem sempre é para longe. Por isso, acabamos por direccioná-la para pequenos momentos do dia-a-dia. Alguns saudáveis, outros nem tanto.

Enquanto procuramos dar resposta, procuramos, simultaneamente, fugir. Enquanto procuramos ser nós próprias, procuramos, simultaneamente, estar mais perto do ideal (por mais diferente que ele seja). Enquanto procuramos o sonho, tentamos viver a realidade. Por isso, talvez nós venhamos de um planeta semelhante à Dislexia. Saltamos letras e sonhos. Apagamos ideais, que já não podemos ter. Baralhamos sentimentos, que já não nos convêm. Resolvemos o que é complicado, mas não conseguimos solucionar o que deveria ser simples. Direccionamos afectos numa direcção, quando sabemos que é a errada, por não sermos desejadas. Tudo para que os outros nos digam como somos. Para que os outros nos valorizem e nos lembrem quem somos. Porque no meio de uma amálgama de exigências, esquecemo-nos de nós próprias.

Talvez nada disto faça sentido. Talvez tudo isto tenha alguma lógica. Pelo menos, na minha cabeça. Perdão. No meu coração.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

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Temo o fim...
Depois das fórmulas feitas
das palavras ditas
O que dizer?
O que pensar?