domingo, 21 de setembro de 2008
domingo, 14 de setembro de 2008
Hoje...
Não imaginava que ele tinha um videoclip tão bonito com Rita Redshoes. A musica é mesmo bonita, é comovente. A originalidade ainda não deixou David Fonseca.
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David Fonseca - Hold Still
sábado, 13 de setembro de 2008
Há tempo que o tempo explica...
Nesta tarde,Sobra-me o tempo disperso
Das almas vagabundas.
O equinócio aproxima-se
Com seus abraços demorados
E eu sei os possíveis fados
Que as folhas cantam
Na vertiginosa viagem.
E ele é lógico,
Pois os dias e as noites
Não mais se transformam
E a vida tornar-se-á igual,
Independentemente
Dos trinados felinos
Nos telhados, sob a atenção lunar,
Independentemente
Da força da candeia eterna
A emergir dos montes.
Nesta tarde,
Sobra-me o tempo
Da exactidão e da lucidez
Do momento.
Que é tudo o que invento...
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Notas Soltas... Equinócio
domingo, 7 de setembro de 2008
...
«Só o tempo realmente escreve
e usa como pena o nosso corpo.
Pelas estradas, num cinema,
numa cama essa caligrafia é perdida
e é atroz o descuido dos deuses e dos homens.
O que acaba chegando ao papel
é só o comentário que sobrou
de um poema eternamente disperso.
Modesta nota de pé-de-página,
decalque de um conto,
é o último índice de todos os índices.»
e usa como pena o nosso corpo.
Pelas estradas, num cinema,
numa cama essa caligrafia é perdida
e é atroz o descuido dos deuses e dos homens.
O que acaba chegando ao papel
é só o comentário que sobrou
de um poema eternamente disperso.
Modesta nota de pé-de-página,
decalque de um conto,
é o último índice de todos os índices.»
sábado, 2 de agosto de 2008
Arte-Final

Não basta um grande amor
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.
O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente.
Uma coisa é a letra,
e outra o ato,
– quem toma uma por outra
confunde e mente.
para fazer poemas.
E o amor dos artistas, não se enganem,
não é mais belo
que o amor da gente.
O grande amante é aquele que silente
se aplica a escrever com o corpo
o que seu corpo deseja e sente.
Uma coisa é a letra,
e outra o ato,
– quem toma uma por outra
confunde e mente.
- Affonso de Sant’ana -
Obs - Affonso escreveu. Eu assino por baixo
sábado, 19 de julho de 2008
...
Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos:
A Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor, entre outros.
Um dia avisaram para os moradores desta ilha que ela ia ser inundada.
Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem;
A Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor, entre outros.
Um dia avisaram para os moradores desta ilha que ela ia ser inundada.
Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem;
ele então falou:
Fujam todos, a ilha vai ser inundada.
Todos correram e pegaram o seu barquinho, para ir a um morro bem alto.
Só o Amor não se apressou.
Quando estava prestes a se afogar, correu para pedir ajuda. Estava passando a Riqueza e Ele disse:
Riqueza, leve-me com você.
Ela respondeu: Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata, e você não vai caber. Passou então a Vaidade e Ele pediu:
Oh, Vaidade, leve-me com você...
Não Posso, vai sujar o meu barco.
Logo atrás vinha a Tristeza.
Tristeza, posso ir com você?
Ah, Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Passou a Alegria, mas estava tão eufórica que nem ouviu o Amor chamar.
Desesperado, achando que ia ficar só, o Amor começou a chorar.
Então passou um barquinho, onde estava um velhinho e ele então falou:
Sobe, Amor, que eu te levo.
O Amor ficou radiante de felicidade que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegando ao morro alto onde estavam os sentimentos, ele perguntou a Sabedoria quem era o velhinho que o levara até ali.
Ela respondeu:
O Tempo.
O Tempo? Mas porque o Tempo me trouxe aqui?
Porque só o Tempo é capaz de entender um grande Amor....
Fujam todos, a ilha vai ser inundada.Todos correram e pegaram o seu barquinho, para ir a um morro bem alto.
Só o Amor não se apressou.
Quando estava prestes a se afogar, correu para pedir ajuda. Estava passando a Riqueza e Ele disse:
Riqueza, leve-me com você.
Ela respondeu: Não posso, meu barco está cheio de ouro e prata, e você não vai caber. Passou então a Vaidade e Ele pediu:
Oh, Vaidade, leve-me com você...
Não Posso, vai sujar o meu barco.
Logo atrás vinha a Tristeza.
Tristeza, posso ir com você?
Ah, Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Passou a Alegria, mas estava tão eufórica que nem ouviu o Amor chamar.
Desesperado, achando que ia ficar só, o Amor começou a chorar.
Então passou um barquinho, onde estava um velhinho e ele então falou:
Sobe, Amor, que eu te levo.
O Amor ficou radiante de felicidade que até se esqueceu de perguntar o nome do velhinho.
Chegando ao morro alto onde estavam os sentimentos, ele perguntou a Sabedoria quem era o velhinho que o levara até ali.
Ela respondeu:
O Tempo.
O Tempo? Mas porque o Tempo me trouxe aqui?
Porque só o Tempo é capaz de entender um grande Amor....
sábado, 12 de julho de 2008
Ternura dos 40...
Quando penso que passei fronteiras de solidão
tinha para dar e não dei
olhei para trás e pensei não tenho nada na mão
tive o tempo e não senti tive amores e não amei
os amigos que perdi
e as loucuras que vivi são tantas que já nem sei
quem eu era quem sou e quem pareço
se alguém hoje me espera com certeza que mereço
mereço ainda amor tua presença
para enfrentar a vida com a ternura dos 40
Foram tantas as idades da vida que atrás deixei
não quero sentir saudades vou em outras amizades
amar o que não amei
os copos que não bebi, os discos que não toquei
os poemas que não li os filmes que nunca vi
as canções que não cantei
meus amigos importante é um sorriso
para seguir viagem com a coragem que é preciso
não adianta deitar contas à vida
a ternura dos 40 não tem conta nem medida
tinha para dar e não dei
olhei para trás e pensei não tenho nada na mão
tive o tempo e não senti tive amores e não amei
os amigos que perdi
e as loucuras que vivi são tantas que já nem sei
quem eu era quem sou e quem pareço
se alguém hoje me espera com certeza que mereço
mereço ainda amor tua presença
para enfrentar a vida com a ternura dos 40
Foram tantas as idades da vida que atrás deixei
não quero sentir saudades vou em outras amizades
amar o que não amei
os copos que não bebi, os discos que não toquei
os poemas que não li os filmes que nunca vi
as canções que não cantei
meus amigos importante é um sorriso
para seguir viagem com a coragem que é preciso
não adianta deitar contas à vida
a ternura dos 40 não tem conta nem medida
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