segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

...


Compreendo que do outro lado de mim
Haja um quarto vazio
Sem uma gota de memória
Dos lapsos da minha história
Compreendo que o meu tempo esteja errado
Equivocado
E viva à frente da minha memória
Fico zangada comigo quando não o agarro
Ou o deixo fugir
Compreendo mas cansa-me a inteligência abstracta
Compreendo no quarto vazio
As memórias sem data

6 comentários:

Luis F disse...

Regressei ao teu mundo para ler e sentir o encanto deste belo espaço...

Deixo uma onda suave...

"Não sou nada
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo".
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

Com amizade
Bj
Luis Ferreira

Chris disse...

Um belíssimo poema para este inicio de ano.
Um beijo
Chris

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá amiga, gostei do poema...Espectacular....
Beijos

Alien8 disse...

Muito belo, tal como a foto!

O Profeta disse...

O troar do trovão, esta incessante chuva
As estrelas choram todas as mágoas na terra
Onde param os Anjos, porque não nos acodem os Santos
O mal e o bem porfiam esta eterna guerra

As casas do sul ruiram todas
Tal como a esperança desesperada
Toquei no rosto de uma criança triste
Senti uma paz surgir do nada


Mágico beijo

Teresa Durães disse...

por vezes estamos assim: tudo o que nos rodeia está deserto ou apenas com as memórias que não as queremos.